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Cultura na Comunidade

Este programa tem como objetivo a democratização da cultura, proporcionando à Brasilândia mais opções culturais e artísticas. Para tanto foi desmembrado em alguns subprogramas:



Exposições

Tem como objetivo proporcionar exposições de artes visuais, levando mais opções culturais a áreas em que este tipo de iniciativa ainda é escassa e pouco difundida. Estas mostras são acompanhadas de um trabalho educativo, que busca dar ao público uma maior compreensão do contexto, do artista e de sua obra.

Contos e Rimas para Meninos e Meninas

As apresentações baseiam-se no livro Contos e Rimas para Meninos e Meninas e incentivam a leitura desse e de qualquer outro livro. Uma atividade lúdica que leva as crianças a desenvolverem sua criatividade, musicalidade e principalmente interação com outras crianças a partir de atividades de contação de histórias.

A equipe do projeto visita creches e escolas Municipais da Brasilândia e os professores das escolas visitadas recebem um livro didático explicando como utilizar o livro e um conjunto de livrinhos para trabalhar com as crianças.

Galeria

Cursos e Oficinas ministradas em 2010-2011

A Fundação Stickel oferece cursos e oficinas a toda comunidade da Brasilândia. São direcionados ao ensino das artes visuais nas suas diferentes técnicas e abordagens.

São oferecidos durante todo o ano e são gratuitos.

Artistas contemplados pelo Projeto Contrapartida podem propor cursos e oficinas como forma de contrapartida pelo apoio recebido. Veja abaixo os cursos do período de 2010 a 2011.



Pintura por Desconstrução

Em contrapartida ao apoio recebido pela Fundação Stickel, Vera Martins realizou a oficina Pintura por Desconstrução, para alunos do CEU Paz da Brasilândia, utilizando o mesmo princípio e metodologia aplicada das aulas ministradas na Alemanha: a pintura pelo desconstruir e reconstruir, transformando o bidimensional em tridimensional. Vera descreve:

“a desconstrução da tela, suporte tradicionalmente conhecido para pintar se transforma em escultura e pincel, criando uma expectativa em apontar caminhos, surge uma nova visão sobre a tela, suporte máximo da pintura durante séculos, que nos é oferecido industrialmente, é desfiada manualmente até seu mínimo elemento: o fio passa a ser o elemento de maior importância na elaboração da obra, e a sobre posição de fios se torna objeto. O fio amarrado em um cone de papelão se torna pincel, surge interessantes possibilidades de pintura e maneiras diferentes de processo.”

As aulas foram compostas de momentos informativos e práticos, introduzindo conhecimentos sobre o universo da pintura e da história da arte e estimulando discussões através do fazer. Os alunos receberam atenção individual com a intenção de que cada um desenvolvesse sua marca inconfundível, seu significado sensível. Mostrando que a arte é algo que está dentro de cada pessoa, independente de classe social, credo e raça. É possível descobrir o talento de cada um estimulando o sentir e expressar que existe dentro de cada ser humano. Para finalizar, visitaram o ateliê da artista, desmistificando assim o universo criador.

Vera mostrou que arte é algo que está dentro de cada pessoa, independente de classe social, credo e raça. É possível descobrir o talento de cada um estimulando o sentir e expressar que existe dentro de cada ser humano.

Assista a vídeos do curso Pintura por Desconstrução aqui.

Percursos Criativos: formação de Multiplicadores em Arte e Cultura

O curso Percursos Criativos ministrado pela professora Yara Carmona foi dedicado aos educadores de artes, buscou ampliar o repertório técnico, cultural e artístico para o desenvolvimento de atividades artísticas transformadoras com os alunos das escolas da Brasilândia.

Um Olhar Sobre a Brasilândia

Um Olhar Sobre a Brasilândia é um curso que pretende dar algo a mais aos alunos além de técnicas para a fotografia: deseja incentivá-los a ver com diferentes olhares o local onde moram.

O curso iniciou em 2009 e teve três turmas. O curso começou como forma de contrapartida ao fotógrafo Arnaldo Pappalardo, o qual recebeu apoio da Fundação Stickel para promover sua exposição Tensão e Calma e publicar o catálogo.

Após a primeira turma, Arnaldo pode aprimorar as aulas conforme as necessidades dos alunos da Brasilândia. A segunda turma ocorreu de agosto a dezembro de 2010 e teve a participação de Gabriela Saraceni para as aulas de softwares e ferramentas da internet - para o tratamento de imagens, navegação na web e publicação em blogs. Foram disponibilizadas aos participantes 10 máquinas fotográficas digitais, adquiridas com apoio da T.Tanaka Nikon, e um laboratório de revelação analógica, doação dos fotógrafos Jefferson Costa e Cláudia Andujar. Os ensaios fotográficos produzidos pelos alunos do curso foram expostos na Casa de Cultura da Brasilândia (em abril de 2011) e na feira internacional de equipamentos visuais PhotoImage Brazil, em agosto de 2011.

O formato do curso vem se aperfeiçoando e Arnaldo declara estar empolgado e satisfeito com os resultados e trocas com os alunos. A terceira turma, que começou em maio de 2011, segue com aulas de fotografia com Arnaldo Pappalardo e aulas de tratamento de imagens com Lucas Cruz. E conta, ainda, com duas novidades: aulas externas em exposições de fotografia e arte contemporânea; e aulas de pin hole com revelação das fotos no laboratório instalado na Casa de Cultura da Brasilândia.

Documentário e Cinema Brasilândia em Cores com Júlia Campos

O curso realizado de 14 de setembro a 30 de novembro de 2010 na Casa de Cultura Brasilândia foi ministrado pela cineasta Júlia Campos com apoio da equipe de sua produtora Brasilândia Filmes, em parceria com a Fundação Stickel e Subprefeitura Freguesia/Brasilândia. Júlia e os 18 participantes foram às ruas da Brasilândia em busca de documentar a história do bairro e entrevistaram vários moradores com mais de 50 anos de Brasa. O resultado virou um filme de curta metragem: o DNA da Brasilândia, com duração de 29 minutos.

O filme revela e registra, através da oralidade, o desenvolvimento e transformação da Vila Tiro ao Pombo em Vila Brasilândia. Nesse documentário não existe a mentira ou a verdade, nem o certo ou o errado, só existe a palavra de cada um dos entrevistados.

DNA da Brasilândia já exibido para 918 pessoas na Brasilândia (dados de 28/09/2011) e em 15 lugares: nas Casas de Cultura, CEU Paz, biblioteca, Unidades Básicas de Saúde (UBS), escolas e Centro de Referência em Assistência Social (CRAS). Sua exibição é sempre acompanhada da equipe do Brasilândia Filmes, explicando como o filme foi feito e promovendo debates sobre o assunto. Muitas pessoas se emocionam ao reconhecer a história do lugar onde nasceram e vivem até hoje.

Hoje, o documentário representa um grande marco na produção audiovisual da Brasilândia, uma ótima referência de pesquisa e um instrumento para a população se apropriar de sua história. Além disso, presta homenagem a todos moradores da Brasilândia, em especial a querida Júlia Campos, falecida em fevereiro de 2011.

Alunos participantes: Alberto Martins, Anaohan Verdaneiro, Carlos Alberto Rafael Naia, Flavio Marcio Vipo da Silva, Fredy Martins Santana, Gilberto Cezar, Iracy Bertuccelli Campos, Izabel Aparecida Moreno de Algusto, José Osmar, Luana Alves de Souza, Lucas Pintom dos Santos, Monica Vanetti, Marcos Leandro Bertuccelli Campos, Marinalva Silva Costa, Obede Simão Sousa, Pascal Koudou Kokora, Kauan Campos Miguel, Thainã de Souza Barros.

Direção: Julia Campos

Fotografia: Marcos Diógenes

Edição: Alex Feltre



24 horas de Olhar Universal

Curso de fotografia para pessoas com deficiência visual visando despertar novos olhares e outras formas de inclusão. Realizado de outubro a dezembro de 2010, na Casa de Cultura da Brasilândia. Os participantes tiveram aulas sobre noções básicas de fotografia e ainda trocaram experiências sobre seus modos de ver. Contou com a coordenação de Tati Nolla e com a participação de fotógrafos renomados como Livia Motta, Arnaldo Pappalardo, Fernando Stickel e Teco Barbero - fotógrafo e jornalista deficiente visual - que dá o seu recado: Pretendo ensiná-los como usar os outros sentidos. Mostrar que é possível fotografar sem enxergar e que a fotografia é uma forma de inclusão social”.

Realizado em parceria com a Casa de Cultura da Brasilândia e a Secretaria do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Foram beneficiadas 20 pessoas, entre as quais metade é deficiente visual.

Arteterapia com Márcia Melo de Araujo

Na proposta dessa Oficina de Criatividade toma-se a arte como uma fonte de aprendizagem no processo de desenvolvimento de crianças e/ou adolescentes, orientados para o processo de desenvolvimento do potencial criativo, através do método Arteterapia.

O foco desse trabalho está no despertar da criatividade, capacidade inata de criar e recriar a si próprio e ao mundo, através de descobertas e reconstruções, utilizando-se várias linguagens artísticas, priorizando a linguagem plástica (desenho, pintura, modelagem, colagem e outras modalidades dessa linguagem). Mas também utilizaremos o trabalho corporal, a partir de dinâmicas que propiciem expressão, relaxamento e consciência corporal.

O fazer artístico nas Oficinas de Criatividade – CRIAR É PRECISO !, estimula seus participantes a descobrirem, a inventarem, a investigarem, despertando-lhes o desejo de inovar, de encontrar soluções.Criando na arte, aprende-se a criar na vida. Uma vez acessado o potencial criativo, facilita-se o desbloqueio de obstáculos impeditivos do desenvolvimento das capacidades dessas crianças e/ou adolescentes e da elevação da auto-estima de cada um deles.